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Location: Brasília, DF, Brazil

Eu sou a menina que passava as tardes de férias na fazenda, em cima da goiabeira, lendo. E os meses de aula na casa da árvore, lendo. Ou deitada na cama, lendo, sem ouvir que o almoço estava na mesa. Hoje, queria ler mais do que eu gosto e menos do que eu preciso. Mas a gente aprende que a gostar do que faz, em lugar de fazer o que gosta?

Friday, August 26, 2005

Minha mão está morta
E o turbilhão de minh'alma
Não traça mais que letras tortas
Vazias e sem sentido

O que me vai por dentro
À superfície não chega
E os devaneios sem centro
Perdem-se em meio ao nada

Tanto queria eu dizer-lhe
Mas tão nulo seria o impacto
Que abstenho-me do ato
E em agonia me calo

Em sufocar sentimentos
Tornar-me-ei tão perita
Que a mente, não mais aflita

Há de dizer enfim
Que à dor já não suporta
Porque a alma está morta.

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